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GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA
SECRETARIA DA SEGURANÇA PÚBLICA
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL |
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SSP desarticula mais um grupo de extermínio |
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgou na terça-feira passada (19) a desarticulação de mais um grupo de extermínio, que teve sete dos nove integrantes presos na madrugada do último domingo, em Camaçari. Dois estão foragidos. Esta é a segunda quadrilha de extermínio desbaratada pela polícia baiana em menos de 60 dias, graças à atuação do Grupo Especial de Repressão a Crimes de Extermínio (Gerce), criado pelo governador Paulo Souto, há quatro meses, para combater esse tipo de crime no estado.
No final do mês passado, o Gerce prendeu seis integrantes de um grupo que agia na região do Nordeste de Amaralina, Vale das Pedrinhas e Chapada do Rio Vermelho, em Salvador. A quadrilha presa no domingo atuava em Camaçari e era ligada ao tráfico de drogas. São atribuídos ao grupo pelo menos 17 homicídios, dos quais dois vitimaram João Marques da Silva e Valnei Souza dos Santos, cujos corpos foram encontrados nas proximidades da Indústria Monsanto, no dia 23 de agosto.
O duplo homicídio motivou o início das investigações. A polícia descobriu que Valnei e Adenilson Bezerra Rocha, o Dene, que é o líder do grupo de extermínio, disputavam uma boca de fumo. O inquérito resultou na desarticulação da quadrilha.
Na operação, foram presos os policiais militares Elson Viscard Tavares e Evilásio Santana do Nascimento (detidos no Batalhão de Choque da PM, em Salvador), Adenilson Bezerra Rocha (Dene) e o sobrinho, Edvanilson Pereira Rocha (Maia), Marcos Henrique Souza Oliveira, Cristiano Teixeira da Silva e Fábio da Silva (todos presos na Polinter). Além de um Escort cinza e uma moto, foram apreendidos cinco revólveres calibre 38, uma escopeta, cinco celulares, um computador, duas máquinas fotográficas, máscaras, capacetes, cartuchos deflagrados e intactos, que serão utilizados nos exames microcomparativos.
Segundo o coordenador do Grupo Especial de Repressão a Crimes de Extermínio, Walter Seixas, apesar das dificuldades e seguindo orientação do governador, o Gerce vai continuar atuando firme, com critérios estabelecidos, salvaguardando informações, provas e fontes. Ele informou que mais três inquéritos encontram-se em andamento e deverão resultar na desarticulação de outros grupos de extermínio. “Por enquanto os dados são sigilosos, mas no momento exato, estaremos divulgando os resultados dos trabalhos”, afirmou.
Gerce
As ações do Gerce, segundo Seixas, atendem a uma das mais contundentes determinações do governador Paulo Souto, que instaurou uma política especial para combater o crime de extermínio na Bahia. Dentro dessa proposta, foi criado o Gerce, cuja força-tarefa é integrada pelas polícias Militar e Civil, com apoio da Superintendência de Inteligência (SI), da SSP, em articulação com o Ministério Público e o Poder Judiciário.
Segundo declaração do governador, é inadmissível que grupos como esses (de extermínio) atuem no estado. “Vamos intensificar a investigação e a repressão a essas quadrilhas”, afirmou, ao decidir pelo combate sistemático a esse tipo de crime, numa ação pioneira no estado, pois até então nunca havia sido reconhecida a existência de grupos de extermínio na Bahia.
A desarticulação das duas quadrilhas é tida como uma grande vitória do Governo do Estado no combate ao crime de extermínio, que é considerado uma ameaça para a sociedade, principalmente pela prática excessiva de violência. Segundo a delegada especial do Gerce, Luciana Cortes dos Anjos, as vítimas são seqüestradas, torturadas e mortas, geralmente com arma de fogo, e os corpos são desovados em locais distantes de onde os crimes foram praticados, dificultando o trabalho da perícia. “Quase sempre há torturas com requintes de crueldade, o que intimida muito as testemunhas”, afirmou.
Além do crime de extermínio, a SSP está combatendo com o mesmo rigor o tráfico de drogas, o crime organizado, o assalto a bancos e a ônibus. A prisão de Raimundo Alves de Souza, o Ravengar, em fevereiro deste ano, por exemplo, definiu mais um importante marco para a atuação da polícia baiana. Naquele período, o governador alertou para o fato de que a prisão do traficante “era um aviso aos criminosos para que eles soubessem que não teriam trégua”. Passados oito meses, os fatos atestam as previsões com dezenas de quadrilhas desarticuladas e centenas de armas apreendidas em ações integradas das polícias Civil e Militar com outros órgãos.
Segundo informações do delegado Jardel Peres, do Centro de Operações Especiais (COE), em seis meses de atuação, a força-tarefa do Grupo de Repressão a Roubo a Estabelecimentos Financeiros (GRREF) retirou de circulação 78 marginais, muitos deles oriundos de outros estados. Foram apreendidas nesse período 98 armas, entre fuzis, metralhadoras, espingardas, carabinas, pistolas e revólveres, além de 38 quilos de explosivos, oito granadas, três mil cartuchos de diversos calibres e 25 veículos.
Criada pela SSP em março deste ano, a força-tarefa do GRREF é composta por policiais Civis do COE e do Departamento de Polícia do Interior (Depin), além de policiais militares, com apoio do Departamento de Polícia Técnica (DPT) e da SI, em articulação com o Ministério Público e o Poder Judiciário.
Repressão a roubos a bancos
A polícia baiana já vem acumulando resultados positivos há muitos meses. Na primeira quinzena de março, foram desbaratadas duas perigosas quadrilhas de assaltos a bancos que vinham agindo em vários municípios. A operação realizada na região de Seabra resultou na prisão de Íris Pereira Guimarães (vulgo Baiano), Franklin Costa Araújo e Flávio Sampaio de Araújo, acusados de assaltarem agências do Banco do Brasil de Carfanaum, Canarana, Ibititá e Seabra, além de uma outra instituição bancária em Xique-Xique. A quadrilha também era acusada de roubar R$ 50 mil em uma fazenda de Utinga.
Em maio, dez dias após desvendar uma quadrilha que atuava nacionalmente, o GRREF apresentou mais quatro acusados, presos quando se articulavam para um assalto a banco na região de Gandu, sul do estado. Em julho, a força-tarefa frustou duas tentativas de assaltos à agência do Banco do Brasil de Central, e ao posto do BB da Faculdade de Enfermagem da Ufba, em Salvador. Os marginais fugiram sem levar nada. Outra quadrilha foi desarticulada no mesmo mês, também na região sul. Os marginais tentaram resistir à prisão, mas cinco deles foram presos.
No início de agosto, mais uma quadrilha foi desarticulada num trecho entre Itapetinga e Macarani, onde foram presos cinco dos sete assaltantes que tentaram arrombar o cofre da agência do Banco do Brasil em Itarantim. Outros dois integrantes do grupo – Hugo Leonardo Borges de Menezes e Eli Casemiro Ferraz – já tinham sido presos na zona rural do município. Os sete são de São Paulo.
Ainda em agosto, foram presos quatro assaltantes que invadiram a agência do Banco do Brasil em Iaçu. Os marginais se renderam portando dez armas de fogo de diversos calibres e farta munição. Também foram apreendidos dois veículos – uma Ford Ranger e um Fiat Strada – e dez armas de fogo de diversos calibres.
Acusado de tentar aplicar um golpe contra a seguradora do banco com uma falsa denúncia de roubo de uma Parati, ano 98, o gerente administrativo da agência do Bradesco de Dias D’Ávila, Adailton de Brito Ferreira, também foi preso em agosto. Foram capturados ainda Carlos Alberto dos Santos, vulgo Zoinho, Gilberto Barbosa Alves e Gilcimar Silva Machado.
Narcotráfico
Também no início de agosto, a SSP apresentou o resultado de quatro meses de investigação conjunta de combate ao narcotráfico, com a apreensão de cerca de 330 quilos de maconha e a detenção de 20 traficantes. Em setembro, policiais da 13ª Delegacia, em Cajazeiras, prenderam, no bairro de Águas Claras, sete homens e duas mulheres acusados de tráfico de drogas, além de uma adolescente de 15 anos, encaminhada à Delegacia do Adolescente Infrator (DAI). Segundo investigações, parte do grupo também estava envolvida em homicídios, seqüestros relâmpagos, roubos a ônibus e assaltos a casas comerciais e a transeuntes.
A Operação Visão Noturna é mais uma ação da SSP que tem acumulado bons resultados. Lançada há 11 meses, a operação tem contribuído para a redução das ocorrências de roubo e furto de veículos em Salvador, bem como para o aumento do número de carros recuperados. Entre novembro de 2003 e março passado, os policiais civis e militares designados para a operação abordaram quase 11 mil automóveis e cerca de 20 mil pessoas – 165 delas conduzidas até uma delegacia. Cento e vinte e três veículos foram recuperados nesse período, quando também foram apreendidas 20 armas de fogo.
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