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Serviço de Atenção a Pessoas em Situação
de Violência Sexual (Viver) foi criado há mais
de dois anos pela Secretaria da Segurança Pública
para atender pessoas em situação de violência
sexual. O Viver oferece em sua sede, localizada no andar térreo
do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IMLNR), na
Avenida Centenário, o serviço especializado
de assistentes sociais e psicólogos, além de
médicos, enfermeiros e auxiliares de enfermagem que
atendem 24 horas por dia, inclusive aos sábados, domingos
e feriados.
Setenta e três por cento dos casos encaminhados ao Viver
são relativos a menores de idade, e os 27% restantes
a adultos. “Pelo menos 90% das ocorrências de
violência contra a criança e a mulher, acontecem
dentro da própria residência”, afirma a
coordenadora do serviço, Débora Cohim, recomendando
que se denuncie qualquer tipo de violência, seja física
ou psicológica, à DEAM (Delegacia Especial de
Atendimento à Mulher) e a DERCCA (Delegacia de Repressão
aos Crimes Contra Criança e Adolescente). Em todas
as faixas etárias, o maior percentual de atendimentos
no Viver é relativo a estupros.
A violência sexual pode dar origem a uma série
de graves danos físicos que exigem intervenção
imediata: lesões, infecções, gravidez
indesejada e os riscos de contágio de doenças
sexualmente transmissíveis, como a Aids. Em grande
parte dos casos essa agressão resulta em dificuldades
psicológicas marcantes, como depressão, idéias
suicidas, vergonha, medo e culpa. “A assistência
às pessoas em situação de violência
sexual exige um cuidado especial, já que elas chegam
à sede do projeto bastante fragilizadas”, observa
Débora Cohim.
Qualquer pessoa, independentemente de gênero, idade
ou opção sexual pode procurar o Viver. O tratamento
não tem um tempo definido. Alguns precisam de um prazo
mais curto de atendimento - de um a dois meses -, mas outros
continuam por mais tempo, até por já terem uma
problemática familiar, ou existencial. O Viver recebe
denúncias e presta orientação através
do telefone 0800-284-2222.
Durante visita a Salvador no ano passado, o relator especial
da Comissão de Direitos Humanos da Organização
das Nações Unidas (ONU), Juan Miguel Petit,
reforçou a importância do atendimento adequado
as vítimas de abuso sexual na Bahia, destacando o bom
trabalho realizado pelo Viver na reconstrução
das vidas dos que sofreram esse tipo de crime.
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