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Palavra do Secretário

17/05/2016 16:30

Taxa de homicídios em declínio

Quando implantamos em 2011 o Pacto pela Vida (PPV) na Bahia – programa de médio e longo prazos, que une instituições de defesa social e a população no combate à violência – com ações inicialmente concentradas em Salvador e Região Metropolitana, a taxa de homicídios por 100 mil habitantes na capital baiana era de 56,8.

Durante cinco anos consecutivos houve diminuição no registro de homicídios, ficando o índice em 2015 em 44,2. Também na RMS, integrada por 12 cidades, a taxa foi reduzida: de 87,1 em 2012, para 66,5 no ano passado.

A dedicação das polícias Militar, Civil e Técnica e do Corpo de Bombeiros foi fundamental nesse processo. Valorizamos o empenho dos nossos servidores e ampliamos as parcerias com instituições indispensáveis no combate à violência. A Justiça, o Ministério Público e a Defensoria Pública caminham lado a lado com a polícia baiana e a criação da vara judicial para processar e julgar casos relacionados ao crime organizado é um exemplo deste trabalho integrado.

Também avançamos muito nas ações conjuntas com o sistema prisional. O esvaziamento das custódias nas delegacias, obtido através do esforço da Secretaria Estadual de Administração Penitenciária e Ressocialização na construção de novos presídios, permite que os policiais se dediquem à investigação de crimes.

A implantação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa, em abril de 2011, colocou a polícia baiana em outro patamar de atuação e tem relação direta com a redução dos homicídios. Na comparação entre o ano de inauguração e 2015, aumentamos em 110% os pedidos de mandados de prisão. Capturamos entre 2011 e até meados de abril deste ano 2.370 homicidas.

Nas reuniões que fazemos todas as segundas-feiras, acompanhamos as manchas criminais, elogiamos o que deu certo, cobramos o que não funcionou e, com diálogo e determinação, buscamos nortear nossas ações. Anualmente investimos na inteligência policial e conseguimos, em 2015, prender 20 mil criminosos e apreender cerca de cinco mil armas e cinco toneladas de drogas.

Nossa atuação tem se concentrado no desmantelamento das organizações criminosas de narcotráfico, pois sabemos que inúmeros homicídios estão relacionados às drogas.

O trabalho com crianças e adolescentes, promovido pelas Bases Comunitárias de Segurança em bairros com incidência de células criminosas, tem colaborado diretamente para a queda na taxa de homicídios, ao modificar a realidade dos jovens, transformando-os em atletas de karatê, judô, jiu-jitsu, dentre outras modalidades esportivas, e em alunos de música e informática.

A inclusão social precisa dialogar com as ações de segurança e este é o principal objetivo do programa: convocar todos os setores da sociedade a pactuar com melhorias na vida daqueles que mais necessitam.

Todo esse esforço da polícia baiana poderá alcançar melhores resultados se a sociedade civil, abrangendo as instituições públicas, a imprensa, as religiões, entre outros segmentos, derem as mãos. Fortalecendo o pacto, teremos uma Bahia cada vez melhor.

Com o apoio do Governo do Estado, estamos intensificando a interiorização do PPV. Em 2015, inauguramos Distritos Integrados de Segurança Pública, em seis municípios: Uruçuca, Bonito, Iguaí, Capim Grosso, Buritirama e Bom Jesus da Lapa. Este ano, já colocamos em funcionamento mais duas dessas unidades, que se caracterizam por abrigar num mesmo espaço os efetivos das polícias Militar e Civil, em Itapé e Maraú, com investimento de R$ 21 milhões aproximadamente.

Outra conquista da Segurança Pública está prestes a ser implantada e vai auxiliar o trabalho operacional e integrado das polícias. É o Centro Integrado de Gestão de Emergências (Cige), um dos maiores do país e que ganhará sede no Centro Administrativo da Bahia.

Ele vai unificar as superintendências de Inteligência e de Telecomunicações, inclusive com o serviço de atendimento 190. De lá, as polícias Militar, Civil e Técnica e o Corpo de Bombeiros decidirão juntos as estratégias para fazer do nosso estado um lugar melhor para se viver.

Ainda há muito a se realizar em todo o estado e os desafios não são poucos. Independentemente das dificuldades, continuaremos trabalhando em defesa da sociedade baiana.


Fonte: Maurício Teles Barbosa - Secretário da Segurança Pública

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